O Hotel Brasil do Morangão e da Dorvina -Personagens da nossa história N13

Ficava na Rua Duque de Caxias, ao lado do Hotel do Lago.( hoje Rua São Paulo).

Era um hotel familiar – Morangão na cozinha e Dorvina uma factótum.

O casal teve quatro filhos homens que também ajudavam: Cidinho, Toninho, Zito e Chico.

Cidinho, exímio garção. Inicialmente em São Paulo trabalhou na churrascaria Rio Branco, perto do Largo do Paissandu.

Depois foi sócio de famosos restaurantes da capital: Via Veneto na Alameda Barros, Santa Cecília e dos dois Padock: da São Luís e do Jardins.

Como era moda, dois irmãos: Cidinho e Zito, casaram com duas irmãs: Lígia e Mirtes, filhas da carioca dona Belina, moradora da Vila Roberto.

Ligia tinha uma lojinha de bijuteria na frente do hotel, que ficava um pouco retirado da calçada, enfeitado por um jardinzinho com belas roseiras carinhosamente cultivadas pela Dorvina.

Quando demolido, peguei alguns galhos da roseira da Dorvina para plantar em casa.

Toninho do Morangão paquerava e casou-se com Teresinha D’Oliveira, funcionária da loja de bolsas do Bulk, quase em frente, do outro lado da rua, ao lado do hotel do Joaquim Roque, onde está hoje a galeria Yasmin.

Filho único – Antônio Henrique – homenagem ao pai e ao avô, Corintiano de quatro costados, como o pai, Antônio Henrique, foi diretor em Águas de Lindóia, em Monte Alegre e agora em Lindóia é um grande divulgador de esportes na região.

Filhos da Isaura, Davino e Esmeraldo eram agregados da família e ajudavam Morangão na cozinha.

Os trocados que conseguiu amealhar, Morangão aplicou-os num terreno do Sertãozinho, na caída pro Barreiro. No lombo de burros levava material para edificações de algumas casinhas. É por isso que a parte baixa da rua Mogi Mirim até hoje é conhecida como Vila Morangão.

Dos 4 filhos do Morangão, 3 eram bons de bola, especialmente Zito, centeralfo e Toninho no ataque.

O apelido “Morangão” que pegou forte e passou pros filhos e netos, foi pespegado por uma hóspede que adorava os doces de morango que o mestre cuca Henrique Corsi, chapéu alto na cabeça, preparava.

O Hotel Brasil, bem no coração das Thermas, era eminentemente familiar e aconchegante, ao lado do já duplicado (construído em 3 etapas) majestoso Hotel do Lago.

Corsi também, Nini do Hotel do Lago propôs e Morangão topou:

Eu lhe construo um hotel novo e maior e fico com 10m de testada de seu terreno, demolido o hotel, para terceira ampliação do Hotel do Lago. E assim se fez. Com o mesmo nome nasceu, na Avenida das Nações, o novo Hotel Brasil, administrado por muitos anos pelo corintiano, vereador e vice prefeito Toninho Morangão.

Vendido para Nelson Canelói, e depois para o grupo Helou, reformado, o Hotel Brasil, virou Hotel Casablanca.

Não são muitos os descendentes de Dorvina e Morangão.

Zito, excelente motorista, levava hóspedes cariocas pro Rio – era muito comum naquela época, motoristas daqui, nos carros dos hóspedes, leva-los para São Paulo e pro Rio. Muitos cariocas frequentavam nossa estância.

Uma pavorosa trombada na Dutra, ainda não duplicada, destruiu o Cadilac que Zito pilotava, ceifando-lhe, precocemente a vida, deixou uma linda filha, Sandra Regina, que vive  com sua mãe Mirtes na Califórnia, USA, há muitos anos.

Do casamento de Chico com Virgínia nasceram Alexandre e Adriano.

Em segundas núpcias Chico foi casado com Ana.

Do segundo casamento de Cidinho com Almira, nasceram: Patrícia e Henrique.

Antônio Henrique, o querido Moranguinho é filho único de Toninho com a Terezinha.

Fotos:

  • O querido Morangão.
  • Hotel Brasil sendo construído.
  • Hotel Brasil pronto.
  • Atualmente o Hotel Casablanca.

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