Hotel Laguinho.
– por Ismael Rielli com ajuda de Amaury
Construído e explorado pelo barbeiro Cirilo, vindo de monte Sião, um dos pioneiros da parte baixa da cidade, que, nos primórdios, tinha 4 hotéis nas cercanias da fonte. Eram os hotéis Câmara, Senado, Preferido e Glória.
Cirilo arrendou o laguinho pro João Conti. Onze quartos, dez para hóspedes e um para a família: João, Irma e os 3 filhos: Jacó, Amaury e Arcângelo. João Conti, o cozinheiro. A esposa Irma, uma factótum. Auxiliavam-nos dona maria, um descascador de batatas e Cid, filho adotivo, meninote, o garçon.
Crescidos, todos os três filhos eram bons de bola: na defesa e no ataque
Quando O Nhoca, com a ajuda da Tica, construiu o hotel cacique, João Conti o inaugurou e lá permaneceu até comprar o hotel Itália do Ângelo Tezariol, onde, amiúde, se hospedava Tonico e Tinoco. O hotel laguinho deixou de ser hotel e acolheu vários comércios, além da residência e consultório do Dr Adolfo. nos fundos, perto da mina que jorrava agua cristalina e fresca, morava o dito Firmino, eletricista, benzedor de bicheiras, pai da Eliséia do Toninho Galotte
A mina secou.
Na frente, na rua duque de Caxias, instalou-se a agência do expresso brasileiro. Termas de Lindóia era servida pelas duas empresas mais importantes do estado: cometa e brasileiro, além do expresso brasil, que vinha de ouro fino a caminho da capital.
Na esquina da rua Duque de Caxias com a rua do bosque – hoje Zéquinha de
Abreu – Instalou-se o bazar caçula de Nélson de Barros, primo da Irma, que depois o comprou.
Irma, vendeu-o pro João português, marido da Fernanda, que durante muito tempo, até o fim de seus dias, manteve uma bem sortida loja no térreo do hotel Guarany.
Depois vinha a barbearia do Armindinho e “ last but not least” (por último, mas nem por isso menos importante), o saudoso barzinho do Martin Valério, pai da Mercedinha.
Era verdinha e doce a garapa do Martin e nas suas vitrines modestas , mas variada a alegria das crianças: maria mole, pé de moleque, e doces de abóbora e batata em forma de coração, doce de leite, geléia, paçoquinha, cavalinho de bolacha…
Quanta saudade!
No lugar do hotel laguinho edificou se o imponente cortina D”ampezo

