O antigo Hotel Guarani do Joaquim Roque – Personagem da história N3

O antigo Hotel Guarani do Joaquim Roque

Ismael Rielli com ajuda de Alda Gavazzi Credidio e Zé Paulo Campos e Silva

O Guarani original era um sobrado comprido, com 10 janelas na lateral de cima,7 aos rés do chão, uma porta com sacada, ladeada por 2 janelas, na frente superior; abaixo, ainda na frente, 3 portas de enrolar e mais 2 na lateral ( essa parte abrigava o famoso e tradicional bar Guarani).

A entrada do hotel era pelos fundos. Separados pelo corredor, dando para um terreno baldio (onde depois seriam construídos a loja de couro do Bulk e o Hotel Yara dos Ancona), enfileiravam-se outros tantos aposentos. O Hotel do Joaquim Roque ficava bem pertinho do Tanque do Cirilo, em frente ao Hotel do Lago, do outro lado da Duque de Caxias, ao lado do Laguinho Hotel. A perua que se vê na foto, com portas de madeira, levava os hóspedes (maioria deles vinha de ônibus) para a fonte e alguns poucos passeios.

Quando criança, quando minha mãe fritava ovos caipiras, deixando-os meio moles, com pão “toteávamos” a gema que se rompia, dizíamos: “estourou o tanque do Cirilo”

Joaquim Roque era filho do Coronel José Roque de Almeida, latifundiário do barreiro (bairro mais antigo do que a própria Água Quente, com 2 escolas), político de prestígio, chegou a presidente da câmara de Serra Negra, na época em que Lindóia e Água Quente a ela pertenciam.

Joaquim Roque, como o pai, também foi político.

O casal Joaquim Roque e Joana Beghini tiveram uma “trempa” de 11 filhos. Três deles vivem fortes e rijos: Irma, Nilza e Saulo.

Quando deixaram o Barreiro, Joaquim Roque residiu um período em Lindoia, de onde se abalou para Monte Sião. Foi plantar algodão no sítio que comprou na Batinga.

Espírito dinâmico, negociador e visionário, voltou para Água Quente para, em parceria com o filho FlÍvio e o genro Aldo Gavazzi, construir um hotel na estância que prosperava. Com muitos turistas em busca de saúde com nossas águas quentes.

Seus 11 filhos nasceram no Barreiro, em Lindoia e na Batinga: 6 mulheres e 5 homens: Nair, Elzira, Irma, Nilza Rute e Lourdes; Flívio, Zé, Luiz, Silvio e Saulo.

Duas irmãs: Nilza e Rute casaram-se com dois irmãos Italianos: Aldo e Domicio Gavazzi. Nair se casou com Freitas, de Lindóia, Elzira, com Rui Procópio, latifundiário de São Simão, perto de Ribeirão Preto. Irma, com o pintor Romildinho Arbeli; Lourdes com o motorista Mario Canela; Zé Roque, padeiro, com Terezinha do Zé Maneco, vendeiro dos Francos; Luiz, garçom e maitre, com Cida da tradicional família Renzzo; Flívio, socio fundador do hotel, casado com Neta – Antonieta, mudou para Atibaia, onde abriu um restaurante; Silvio, garçom não se casou; Saulo, o caçula, meu colega de classe do grupo Tozzi (hoje Hotel Monte Real), turma de 54, foi pra Minas. Estudou agronomia especializando – se na cultura de café. É muito respeitado no assunto. Mora em Varginha, onde tem uma fazenda que produz café fino. Casou-se com a mineira Maria José.

Desfeita a sociedade, o Hotel Guarani foi vendido pro Alberto Grau, que veio de São Paulo.

Hoje pertence ao grupo kalil.

Acoplado pelo prédio novo, pouco sobrou do antigo guarani do Joaquim Roque.

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