Os Gavazzi – Personagens da nossa históriia N23

Ismael Rielli e colaboração Rodrigo Martins e Alda Gavazzi Credídio.

Vieram da simpática cidadezinha de Le Piaste, próxima a Pistóia, não muito distante de Firenze, na Toscana, Itália

O casal Nazareno (carvoeiro) e Pia tiveram 3 filhos homens: Aldo, Domicio e Marcelo.

Aldo, o primogênito nasceu em Le Piaste em 1914. Espirito aventureiro, com 12 anos abalou-se para Genebra, na vizinha Suíça, para, na Escola Genebrina, enfronhar-se com a hotelaria. Tornou-se um exímio barman.

Na África, combateu na guerra da Abissínia – Colônia Italiana. Perambulou pelo mundo, andou pela França e Canadá até desembarcar no Brasil, no Porto de Santos em 1936 com 22 anos.

Barista de mão cheia, conheceu, em São Paulo, Benjamin Feimberg, arrendatário do nosso Hotel Glória que lhe fez tentadora proposta e ele pra cá veio, de mala e cuia. O destino reservara – lhe Nilza, com quem se casou e, com o sogro, Joaquim Roque, construiu o Hotel Guarani.

Já com duas filhas, Alda e Alida, voltou pra Itália, onde ficou 3 anos. A saudade bateu forte e Nilza quis voltar.

Em Santana, na capital, na Rua Duarte de Azevedo morou e abriu uma imobiliária.

Com reveses, desde o acidente da filha Alda, com 18 operações nas pernas, voltou pra cá e morou no Parque Hotel, do irmão Domício. Foi também arrendatária do Hotel Yara, dos Ancona.

Na Rua Boa Vista instalou sua chácara, num aclive, de onde, acometido por um mal súbito, despencou com sua variante. Viveu relativamente pouco mas, intensamente. Um Italiano arretado.

Domicio, o irmão do meio, veio a convite do primogênito e logo se casou com Rute, cunhada do Aldo, irmã da Nilza, filha do Joaquim Roque, construtor do Hotel Guarani.

Bom de bola, como Fausto, o filho único. Defendeu as cores do Estância Azul, cujo guarda valas era o Irmão Marcelo.

Como todo bom Italiano, gostava muito de bocha. Alegre, feliz tinha muita facilidade para ampliar o circulo de amigos.

Inicialmente trabalhou com o irmão no Hotel Guarani, depois arrendou o Parque Hotel (atual sede da prefeitura) onde, ao lado da esposa Rute, passou grande parte de sua vida.

Depois do Parque Hotel mudou-se pros Francos e foi cuidar das granjas do irmão caçula, Marcelo. Foi nos Francos que sofreu um grande golpe ao presenciar o esmagamento da netinha querida, Bruna, debaixo de um botijão de gás. Essa trágica acontecência ceifou-lhe a alegria de viver.

O caçula Marcelo – Marcelão – goleiro do Estância Azul, tinha azouque nas veias. Homen de sete instrumentos atuou em várias áreas: comércio, pecuária, agricultura, construção civil, granjas de frangos e de porcos e ainda reservava um tempo pra seu esporte predileto – a bocha e pras escapadas pro rancho de Careaçu. Quase todos os anos atravessava o Atlântico para matar a saudade de sua Le Piastre, onde mantinha uma bela morada, um sobrado bem localizado na rua principal da cidadezinha, bem pertinho da igreja onde a filha única Marcela se casou com Roberto.

Foi proprietário do aristocrático Bar Guarani, do esquio Bar Estância Azul, ao lado da Casa dos Presentes e da Lanchonete Lindóiense – atual Santander, com bucólica área anexa, com algumas árvores – hoje Bar Balão e Farmácia do Alceu.

Picando lenha na serra, perdeu um dedo. No sítio dos Pimentéis criou bois estabulados e porcos landrace.

Cultivou vastos cafezais no Sítio São Miguel no Jabuticabal. Ali a espaçosa casa sede foi palco de festas e casamentos, de encontros sociais, onde, mais tarde, Tita, exímia cozinheira instalou um restaurante.

Os pavilhões de granjas ficavam nos Francos e nos Pimentéis.

Devem-lhe muito os bairros dos Francos e do Sertãozinho. Ele contribuiu com o progresso desses dois bairros, com a construção de vários prédios comerciais e residências, inúmeras casas, um boliche (Creche Bruna Gavazzi).

Casado com Terezinha, só tiveram uma filha, que tinha que se chamar Marcela, um doce de criatura.

Marcelão veio da Itália pra ajudar a alavancar o progresso de nossa terra .

Deixou raízes, muitas raízes por todos os quadrantes.

Obrigado, saudoso Marcelão.

Diferentemente das antigas famílias Italianas, sempre numerosas, os Irmãos Gavazzi tiveram poucos filhos: Aldo 2 filhas e quatro netos; Domício 1 filho e 4 netos; Marcelo uma filha e um neto.

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