As Vilas dos Hotéis – a Vila Neusa e a Vila do Aristides – Personagens da nossa história N6

Naquele então vários hotéis, a maioria deles, forneciam morada para seus funcionários, em vilas espalhadas nas Thermas de Lindóia.

O salário dos funcionários não era lá essas coisas, mas eles viviam bem, sem muita dificuldade para manter a família. Não pagavam aluguel e ganhavam muito mais de gorjeta do que de salario. Os hóspedes daquele tempo eram pródigos e nossa estância era muito chique, frequentada por turistas endinheirados, que aqui, nas férias, passavam 15 dias ou mais.

O quase centenário majestoso hotel Glória tinha um alojamento para funcionários solteiros, de fora, ao pé do morro da Escadaria da Graça até as piscinas, ao lado de uma estrada de terra que dava acesso para veículos que iam pra Igreja.

Entre o hotel Lindóia e o Locomóvel (APAE) algumas casa acolheram funcionários cujos descendentes lá moram, belos e fagueiros, até hoje- família do Zé Sangana, do Cido Belo, da Clô e do Clovinho do Bar do Ponto, o gerente Mauro e a esposa Raquel, de Poços de Caldas, também moraram lá, Paixão e Néia moravam no Locomóvel.

O Metro Hotel, um hotel de porte médio, do Mário, da Rosa e do Serginho Raush, também tinha sua Vila com duas fileiras de casas no Cavalinho Branco. Na parede lateral, lia-se: Residência dos Funcionários do Metro Hotel.

Dentre outros, lá moraram: Pedro Cadan e sua vasta prole, Pio do Dito Pinto e sua vasta prole, Sinézio Vilas Boas e sua vasta prole, Antônio Baiano e Sebastiana com seus 4 filhos que lá permaneceram até a derrubada da Vila, Cido Magrini e tantos outros.

A Vila do Tamoyo era mais chique. Ficava na Olaria-nome do bairro naquele então-bem na frente do casarão do Gonçalo da Tirde, pais do Zé Alves e do Neno.

Um conjunto de sobrados na Avenida Brasil e uma série de casa térreas na rua Maranhão que, incólumes, lá continuam sediando comércio e residências: Imobiliária, escritório de Advocacia, Barbeiro, Dentista, Costureira, Artesã, e o escritório-morada do saudoso finado Zé Guilherme , o Pisca.

Na vila do Tamoyo moraram muitos funcionários do hotel e alguns não funcionários que adquiriram algumas casas com a “debacle” da empresa.

Por lá passaram os irmãos Suman, Benedito e Nadir, que comprou a casa onde morava, em cujo quintal edificou a lojinha Brotoeja; o Mário Bolognesi, marido da telefonista Terezinha do Dito Bicudo; a família do Dito Moraes; a família do andejo Dito Franco; Chico Carneiro, marido da Filinha; Filomena Matielo com o Luis Maneco; Avelino Soares e Talina Renzo; Ernesta Mourão mãe da Cema, da Cida, do Hélio e do Raimunda; família do Zé Pelatieri.

Adquiriu uma das casas e lá reside ainda hoje Miguelzinho da Zinha do Pedro Paes.

Maria José, do Bastiâozinho Franco, mãe do Japão, foi uma das que comprou a casa onde morava e lá continuava forte e rija ate hoje.

Last but not least, lá morou também um Sargento rodoviário, marido da dadivosa, semostradeira, muito “prafrentex” para a época, Elenir, apelidada Mossoró. Por onde andarão?

Hoje a maioria das casas da Rua Maranhão são da Gloria do Ico.

Foto 1 Hotel Monte Real, antigo Tamoyo.

Foto 2 Casas de funcionários do Hotel Tamoyo, hoje na maioria funciona lojas de comércio.

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