Tínhamos parado no Hotel Brasil, demolido para que o Hotel do Lago fosse esticado.
Ao lado dele a casa do Mané Jorge – hoje a moderna loja de pé direito alto da Absoluti.
Mané, Nuncia, os filhos Shirley e Cyl Farnei moravam nos fundos já que a parte da frente era comercial e abrigava a lojinha do Martinez (por onde andarão os Martinez?) e depois do Lauro e a da Lidia, com 2 ou 3 degraus para acessá-la e a barbearia do Zé Biscuola, também um pouco acima do Rez de Chaussee.
O mesmo ocorria na casa do Dito Angeli cunhado do Mané – Maria Giorgi, esposa do Dito, era irmã do Mané.
Os Angeli Dito, Maria e os 3 filhos: Toninho, Balo e Sebastião moravam nos fundos e as duas lojas da frente sediavam a Papelaria do Aurelinho e o Bazar Matielo com seu laboratório fotográfico.
No balcão o simpático e atencioso casal Ditinho e Clarice vendiam lembranças, filmes e até máquinas fotográficas, além dos postais elaborados por sua equipe que contava com o Zito e o Zezé.
No Dito Angeli instalou-se também o Bazar do Kamei, onde trabalharam Zezinho Renzo e a Cidinha do Jocil.
Depois o próprio Dito Angeli instalou ali uma loja de louças.
Entrava-se na casa do Dito e do Mané por portõezinhos laterais.
Depois vinha o Salão Charme do Jote – uma verdadeira escola de manicures e cabeleireiras. Por lá passou muita gente, a maioria jovens que ali iniciaram suas carreiras profissionais.
Cabeleireiros: o próprio Jote, Maria Rodrigues, namorada do Edward Colli, Janete Renzo, Sonia Valesi, Teresa Cestaro, Nenê Biscuola (que mais tarde se tornaria proprietária do salão).
Manicures: Euridice da Tó, Vera Belini (que nos deixou há pouco), Maria José Biscuola, Neide da Tó, Lourdes Colli, Eleta Biscuola, Rute Belini, Nininha Toledo, Iracema Fregni.
Jote talqualmente Dito Angeli e Mané Giorgi, moravam nos fundos do salão com a esposa Lola e os filhos Edgard e Rute.
Além do salão era também do Jote a loja ao lado, onde se instaram a Casa Ritz e depois a Loja Fruchi.
Adelino Vieira, que tinha sido sócio da Casa Confiança – Secos e Molhados, construiu ao lado do Jote, um imponente sobrado com 2 residências e 2 espaçosas lojas comerciais.
Na loja térrea Adelino instalou uma movimentada loja onde vendia de um tudo: tecidos de todos os tipos, roupas feitas e armarinhos em geral.
Adelino, a esposa Maria os filhos Dito e Magali moravam atrás da loja.
Na parte de baixo, um porão confortável, moravam Aurelinho, Reinalda e as duas filhas: Arlete (que acaba de nos deixar) e Vera.
Aurelinho já não tinha mais a papelaria. Arrendara o posto Esso do Dr Credídio exatamente onde está hoje o Hotel Panorama.
Na loja de cima do sobrado do Adelino instalou-se o escritório de Contabilidade Bandeirantes do Luiz e do Nego Barbosa. Depois sediou o escritório do Dr Benedito.
Adelino foi um homem muito querido, popular sério e respeitado.
Todos confiavam nele que guardava e aplicava as economias de muita gente. Um verdadeiro banco totalmente confiável.
A maioria dos fregueses da loja do Adelino eram fregueses de caderneta. E não havia calotes. Eram todos bons pagadores e Adelino, de fala mansa, não permitia que ninguém saldasse as contas; convencia os fregueses fiéis a efetuarem novas compras, assim ele mantinha muitas contas correntes.
Dito virou Dr Benedito, quando veio de São Paulo com o diploma de advogado do Mackenzie e foi um dos pioneiros de nossa estância.
Magali foi uma professora muito querida.
Bem atrás do sobrado do Adelino havia uma capelinha dedicada à Nossa Senhora do Monte Nero.
Ao lado entre o Adelino e a Personalitá havia uma entrada que dava acesso ao açougue do Ricardo Candreva, ao gabinete dentário do Ovidio, da sapataria do Nato da Tina e das moradas da Maria Boava e suas filhas e genros como o Nene da Bastianinha.
Ps. Por falar em posto Esso do Dr Credidio
depois do Dr Geraldo, administrado pelo Aurelinho Bueno, ele ficava exatamente onde mais tarde Dr Geraldo implantou o imponente Panorama Redondo.
Era também do Dr Credídio o prédio solitário que aparece na escarpa nas fotos mais antigas com o Hotel Lindoia e o Locomóvel ao fundo. Esse prédio sediava, além do consultório do Dr Credidio, os gabinetes dentários dos cunhados Agnaldo e Hélio. Na parte baixa, no subsolo havia uma residência.
Hoje esse prédio faz parte do Hotel Cacique que felizmente, está sendo restaurado.
O Cacique, por onde passaram João Conti e Mauro Conti, foi construído pelo Nhoca onde Tica, a esposa dele, chegou a trabalhar de ajudante de pedreiro. Eta mulher arretada!
Desfile comemorativo.
Rua São Paulo antigamente.
Por onde andarão essas crianças?























